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1a colocada:

Superação na corrida – História de Dianne Christie Fadl Schaldach

A prova da minha vida

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Tudo começou quando vi essa prova ao acaso na Internet.  Digo ao acaso porque não estava procurando, mas, definitivamente, não acredito em coincidências. “Race Across Burgenland 2018 – a ultramaratona mais difícil da Áustria”. Quando li essa frase, na hora, algo me disse pra fazer essa prova!

Comecei a preparação. Foram treinos e mais treinos 6 vezes por semana! Acordava de madrugada pra fazer os longos diários de 30km antes de ir pro trabalho. O que antes era um longo de fim de semana passou a ser meu treino diário. No fim de semana, o longo era de 50km, 60km e até 70km.

E então chegou o grande dia! Depois de viajar pra Áustria, fiquei um dia em Viena e peguei o trem pra cidade da largada – Kittsee, no extremo norte do país. À noite foi a entrega dos kits e apresentação dos atletas. Depois, últimas horas de sono antes do desafio… acordei as 4h00 da manhã (23h00 no Brasil). Preparei minha mochila de hidratação /alimentação/ primeiros socorros… tomei meu café, me aprontei e fui pra largada.

Sábado, 25 de agosto, 6h00 da manhã… começou! Eu estava tão feliz que não cabia em mim! Largamos com uma chuvinha fina que nos acompanhou quase a manhã toda. Depois de umas 4 horas de prova um solzinho tímido apareceu.  Estava chegando no primeiro ponto de hidratação no km 57 perto do meio dia. Bebi água, isotônico, comi uns salgadinhos que tinham lá, troquei as meias, repassei creme para assaduras nos pés e o creme Redless da Pinkcheeks nas costuras do top e virilha, abasteci minha mochilinha e fui.

Durante uma boa parte da tarde o tempo ficou limpo e pude curtir muito… vi veados e lebres pelos campos, plantações de girassóis, maçãs, uvas, abóboras, alguns trechos de florestas incríveis, sentindo o cheiro e a energia das árvores.

Começava a anoitecer quando cheguei no 2.° ponto de hidratação no km 104. Todo processo mais uma vez e partiu.  E a chuva voltou.

Confesso que por alguns momentos achei que não conseguiria… chuva, escuridão total, horas e horas sem encontrar nenhum outro corredor, ter ficado sem bateria no relógio depois do 2.° ponto de hidratação, não ter o 3.° ponto de hidratação, que estaria no km 154 (porque é desmontado na hora x e passei lá 30 minutos depois), adormecer caminhando… Mas, ao mesmo tempo, tantos momentos de contemplação, de sentir a energia do lugar, das pessoas (tanto as que conheci lá, quanto as que estavam comigo em pensamento).

Quando amanhecia o dia, apareceu um “anjo” pra me ajudar. Já estava mais de 3 horas sem água e comida. Um amigo dos organizadores que soube que eu e mais dois atletas não tivemos o 3.° ponto de hidratação veio ajudar. Foi incrível! Não sei como agradecer tudo que fez por mim!

Mochilinha reabastecida, roupa trocada (que estava muito molhada), e parti novamente. Ah, detalhe, me troquei dentro do carro do “anjo” que apareceu pra ajudar.

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Colocaram um 4.° ponto de hidratação, que a princípio não teria, no km 199

Cheguei lá e as pessoas foram tão calorosas e carinhosas comigo que as lágrimas vieram. Emoção transbordando! Perguntei que horas eram e aí tive a certeza que completaria a tempo… Foi uma mistura de choro, riso, gratidão, superação dali até na chegada.

Foram 218km em 35h51min, passando por 53 cidades da Áustria.

Receber tanto amor e carinho de pessoas que nunca tinham me visto antes e ver várias delas me esperando e festejando na linha de chegada foi incrível!

E assim o objetivo que era simplesmente completar a prova se transformou na superação máxima de terminar em 1.° lugar feminino!!!

Foi EXTRAORDINÁRIO!!!

Me belisca?!

Esse ano foi a 13.a edição dessa prova, que surgiu porque um austríaco chamado Otto Peischl quis correr esse percurso no seu aniversário de 40 anos, em 2005.

Tive o privilégio de conhecê-lo!!! Pessoa fantástica!

GRATIDÃO por representar o Brasil e Blumenau na Áustria!!!

 

2a colocada: 

Superação na corrida – História de Luciane de Lima

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Sou Luciane de Lima, 39 anos, e resido em Sorocaba/SP.

Em outubro de 2013, após passar por um ano inteiro preocupada com minha pressão arterial que não baixava mesmo com altas doses de medicamentos, tive o diagnóstico de Insuficiência Renal Aguda, e aos 34 anos, me vi obrigada a realizar 3 sessões semanais de hemodiálise, no município de Itapeva/SP. Neste período vivia em Apiaí/SP, minha cidade Natal.

A partir de então, comecei os exames médicos no Hospital Unesp de Botucatu, para selecionar um eventual doador, já que tinha meus 3 irmãos e meu esposo, como compatíveis.

Até que no dia 11 de junho de 2016, recebi o rim esquerdo do meu amado esposo Antonio Carlos Lisboa, o qual assim que foi implantado, passou a funcionar plenamente sem nenhum problema desde então.

Após o restabelecimento me mudei para Sorocaba, com o rim plenamente em funcionamento, em março de 2016 comecei os primeiros trotes, ainda com dificuldades, já que tive anemia alta, assim como estava com inchaço e sobrepeso, em decorrência da cirurgia e medicamentos. Aos poucos fui pegando gosto pela corrida, até que em agosto de 2017, tive o prazer de conhecer Patrícia Fonseca, transplantada cardíaca do Incor/São Paulo, que me apresentou o Time de  Atletas Transplantados Brasil, que participará entre os dias 31/10/2018 a 04/11/2018,  dos Jogos Latino Americano em Salta-Argentina, do qual passei a fazer parte na modalidade de Corrida 5km.

De lá até hoje, foram muitas dificuldades, já que os efeitos colaterais dos medicamentos ainda são inconstantes, mas que não me impediram de atingir minhas metas pessoais e superar inúmeros obstáculos diários, hoje tenho a companhia do meu esposo, e meu doador que passou há pouco mais de 1 anos a participar das provas. Todos os dias agradeço imensamente a Deus por me dar a oportunidade de estar onde estou hoje, e me dar uma nova chance …de me proporcionar a mudança do olhar, poder ver as coisas da vida com maior delicadeza, e apreciar com uma pausa um pouco maior, o que há de mais importante para mim, meu filho, meu esposo, minha família…enfim de viver!

 

3a colocada:

Superação na corrida – História de Elaize Cristiane Cruz 

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Penso que passei por uma Re-superação, e a corrida me deu asas para voar novamente depois de realizar um sonho que foi marcada por muitas lutas, a conquista da maternidade.

Em 2011, quando tentava engravidar, descobri a infertilidade temporária ocasionada por uma disfunção da tireoide, a conhecida e temida tireoidite de Hashimoto.

Com o diagnóstico veio a depressão, passei longos 3 anos tentando tratamentos que me ajudassem a passar por esse momento…

em 2014 comecei a correr (por iniciativa própria) e não demorou muito tempo, fui tomando gosto por longas distâncias, treinos mais disciplinados, alimentação mais equilibrada e os resultados começaram a aparecer, tive minha saúde restabelecida, e os hormônios devidamente regulados.

Todo mundo sabe que a tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune e que não tem cura, mas possível viver bem, se devidamente tratada.

Agora me sentindo no auge da minha vida de atleta amadora, com 6 meias maratonas no currículo, queria um desafio maior e me inscrevi para minha primeira maratona…

mas a vida se encarrega de nos surpreender e seguir o seu curso.

Em janeiro de 2017, no dia 09, meu aniversário de 33 anos, em uma viagem de férias, veio a maior e melhor notícia da minha vida: eu descobri que estava grávida!!

Sim, a tão sonhada gestação aconteceu, e meu garotão estava a caminho. Me exercitei a gestação toda, até as 37 semanas, e meu menino chegou com 39 semanas, depois de 25 horas de trabalho de parto, tentando um parto normal, tivemos que realizar uma cesárea, pois ele tinha escolhido outra forma de vir ao mundo…

Passamos pelo puerpério e todas as indagações, medos, aventuras, inseguranças que uma mãe de primeira viagem enfrenta, e com 50 dias pós parto voltei a correr, treino bem moderado… num desses treinos me lesionei e fui obrigada a parar de novo… me cuidando, emagreci rapidamente os 14 kg que engordei na gestação, tratando a tireoidite que desregulou com tanto hormônio da gestação, mas logo fui voltando a fazer o que amo, que é correr.

Agora uma nova mulher, enfrentando uma nova jornada, que é a maternidade, me sinto mais forte e pronta para os novos desafios…

A foto representa meu recomeço como corredora, minha primeira corrida de rua depois de tudo, agora no time das mamães. E com toda mãe que se preze, a medalha sempre será para ele, para o meu filho.

Hoje, me sinto pronta para encarar os novos desafios dos quais sempre sonhei. Me superar nessa jornada de vida, no enfrentamento de uma doença da qual me acompanhará por toda a vida, mas uma doença que eu escolhi um sentido para ela… eu tenho tireoidite de Hashimoto, mas ela NÃO ME TEM!! Com ela eu descobri uma mulher mais forte, mais disciplinada, mais sonhadora, mais espiritual… e capaz de seguir sempre em frente.